O PÃO NOSSO DE CADA DIA

Disseram eles: "Que homem é este...?" (Mt 8.27b). Essa pergunta ainda hoje é feita por muitos dos que estão no barco com ELE. É a geração que não conheceu o SENHOR e diz "que homem é este?". E você, sabe que homem é este? Mas sabe por teoria ou na vida?

Quem sou eu

Minha foto
Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil
Sou prisioneiro de Cristo, segundo seu chamado, e conservo dos meus irmãos, segundo a fé dos eleitos de Deus e o conhecimento da verdade.

O Prisioneiro vos saúda

"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós."

Movimento pela Regeneração da Igreja na História

Regeneração de nós mesmos!

Profetas Palhaços: Falando Sério sobre gente brincalhona

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cristianismo hoje


Desgraçado, miserável, pobre, cego e nu!





“Mas o Imperador está nu!” Disse um garotinho. “Falou a voz da inocência!” Exclamou o pai; e cochichou para outro o que a criança dissera. “Ele está nu!” Correu de boca em boca. “Ele está nu!” Bradou finalmente o povo. O Imperador ficou envergonhado porque sabia que estavam certos; mas refletiu: “O cortejo precisa prosseguir!” Aprumou ainda mais o corpo, e os camareiros, solenes, continuaram fingindo segurar o manto real que não existia. 

Hans Christian Anderson.

Assim caminha a "igreja"... Está nua, porém pensa que está vestindo o mais puro linho fino. Enquanto isso os "garotinhos" com suas vozes inocentes exclamam. E daí... o cortejo precisa prosseguir, não é mesmo? Como diria a personagem Orfélia: "...te ajeita lindo Fernandinho..."!

Sglima - Sola Scriptura

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ministros ou escravos?


Hiperetes





“Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.” (1Co 4.1)

1. Introdução:

Para Jesus tudo era visto e vivido simplesmente na simplicidade da simplificação do que havia de mais simples. Fui complicado demais, para que quer falar de simplicidade? Sim! Contudo, Nele, por Ele e para Ele tudo e todos são e devem ser sempre simples como a natureza.

Veja você mesmo o que Ele afirma “... não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos..." (Lc 6.44). Existe algo mais natural e simples que isso? E quando ele fala do Reino usando as parábolas? E quando ele nos ensina a conversar com Papai do Céu? Vá pensando em mais...

Simplesmente para Jesus, em sua simplicidade, pessoas nasciam e morriam. Os jovens dançavam e velhos ficavam cada vez mais quietos. Os adultos se esforçavam por ser responsáveis e as crianças tinham toda permissão para a leveza da vida. Comia quando se tinha fome, bebia quando se tinha sede e dormia quando se tinha sono.

É assim que O vemos ser e apreciar a vida, conforme nas narrativas dos Evangelhos. Simplesmente simples na sua simplicidade, ou seja, NATURAL como o curso da vida. E Paulo não era diferente em nada... era penas Paulo, o velho. A simplicidade com que Paulo vivia o evangelho pode ser constatada em suas cartas e em especial no texto em apresso.

O simples hoje é substituído pelo exuberante, extravagante, etc. Isso inclui o evangelho – que é o próprio Cristo. Quem sabe motivados por um avanço tecnológico-científico as pessoas aspiram, cada dia mais, as coisas menos simples – a começar pela vida que se leva. Contudo, isso não é coisa do mundo, da sociedade escrava do pecado. Não, não é mesmo! A simplicidade de uma bomba está em falta nas tribunas, bancos e corações cristãos.

Vejamos, como alguém entende a palavra ministro expressada por Paulo? A maioria acredita ser um título nobre, honroso e digno de toda aceitação. Com base nessa interpretação enchem os pulmões de ar e gritam aos quatro ventos “Eu, fulano de tal, MINISTRO do evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Onde está a simplicidade do Evangelho Encarnado nessas palavras?

Então vamos apreciar o texto e entendermos o que Paulo queira dizer para o povo daquela igreja. Bom, quem sabe assim nos tornarmos verdadeiros ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.

1.1. Definição o termo ministro

Ministro é o título dos membros do Governo, de estatuto superior, da maioria dos países do mundo. Alguns países têm designações diferentes, chamando-lhes: secretário, secretário de Estado, conselheiro, comissário, tribuno, aferidor, ouvidor, bedel, preposto, etc.

Seria nesse título que estava pautada a importância dada por Paulo à consideração dos homens para conosco? Não! Mas devido ao abandono do evangelho, simples como ele é, os homens (pastores, apóstolos, bispos, reverendos, etc.), que se proclamam ministros, desejam e buscam essa forma de consideração e reconhecimento popular. A glória dos homens para os homens!
Quando Paulo escreve esse trecho da sua carta ao povo de Corinto ele usa um termo grego – “ [hiperetes]” – que significa, em poucas palavras, um escravo do mais baixo nível social e que remava no interior das galés.

1.2. Contexto histórico

A galé pode designar qualquer tipo de navio movido a remos. Algumas variações possuem mastros e velas para auxiliar a propulsão; eram navios muito usados em guerras na Europa, por isso desempenharam um papel de grande importância na época.

Os prisioneiros de guerra, condenados judicialmente por crimes bárbaros, etc. eram usadas como escravos. Por vezes os escravos se tornavam remadores de galé. Contudo, não apenas os supracitados eram “hiperetes”, mas com o tempo as guerras foram aumentando e o governo necessitava de mais remadores, por isso os juízes foram orientados cada vez mais a condenarem bandidos às galés, até mesmo pequenos infratores eram condenados.

2. Características dos Hiperetes

O termo hiperetes trata da classe de escravos mais baixa da sociedade e por isso o se uso foi abandonado na igreja do terceiro século, pois ofendia a nobreza convertida ao cristianismo de Constantino. Contudo, nós, a igreja do vigésimo primeiro século ainda temos vergonha de sermos tratados de hiperetes e preferimos um termo mais honroso diante dos homens.

2.1. Eram remadores debaixo

Isso significa que os escravos (hiperetes), além de pertencer ao mais baixo nível social da época, remavam no interior das galés, ou seja, no local mais baixo da embarcação. Quem via a intrepidez ou a leveza com que a galé navegava desconhecia os seus remadores – os hiperetes.

Esse é o sentido do evangelho. Sim, uma descida aos locais mais baixos da terra e de si mesmo para que assim Cristo seja elevado e glorificado. Para que o nome de Cristo seja glorificado na vida do cristão, esse não precisa subir em um palanque, pedestal ou tribuna.

Muitos dizem que estão levando o nome de Cristo, mas no pretexto de apresentar o seu também. Precisamos descer, descer e descer... pois como disse João, o batista, “necessário é que eu diminua e que Ele cresça.” Ministros que é hiperetes faz assim, rema no fundo da embarcação e deixa os louros para o capitão.

2.2. Remavam ao som do tambor do capitão

Os escravos não podiam remar como desejassem, pois havia um tambor que determinava o ritmo da remada. Eram tocados alguns ritmos diferentes e dentre eles destacamos três, são eles: ritmo de guerra, ritmo de mar bravio e ritmo de mar calmo. Assim deveria acontecer na vida dos ministros. Se o são em verdade, não podem determinar o ritmo de sua vida. Devem deixar ser conduzido pelo ritmo do tambor do Capitão – Cristo.

Entre eles (hiperetes) ninguém poderia deixar de conhecer muito bem cada ritmo tocado, pois do contrário quebraria o compasso da remada. Crente que não conhece o ritmo do tambor (Bíblia Sagrada) entra em desarmonia com o restante dos irmãos. Precisamos sentir o mesmo no Senhor para remarmos juntos, no mesmo sentido e com a mesma intensidade. Conheces o ritmo que seu Capitão está tocando ou os ouvidos estão acostumados com outros ritmos? Quantos ditos ministros remando em ritmo diferente do tocado pelo tambor.

2.3. Remavam com um carrasco os chicoteando

Havia um carrasco que chicoteava os hiperestes caso eles parassem de remar ou remassem em um ritmo diferente do tocado pelo tambor. Assim que parava de remar vinha o chicote. Remava contrário ao ritmo determinado pelo tambor vinha a chicotada. Parece muito mal isso, mas quando um não rema os outros remam a mais e consequentemente, um após o outro, vão perdendo as forças. Assim o ritmo é quebrado e a embarcação deixa de navegar. Quando remam no ritmo diferente oferecem perigo de naufrágio, pois cada um rema em um ritmo qualquer.

Precisamos sempre de um espinho na carne, pois só assim aprendemos e deixamos de ser bestas. O espinho na carne, o chicote nos lombos, a ferida por Ele aberta, a repreensão, etc. é a manifestação de amor e serve para nos proteger – na maioria das vezes de nós mesmos. Ele é Senhor e Soberano, e isso implica em fazer o que deseja, como deseja, com quem deseja, onde deseja e quando deseja. Bem-aventurado aquele que não despreza a correção do Senhor, pois ele repreende a todo quanto ama.

2.4. Remavam acorrentados na embarcação

Os escravos eram amarrados na embarcação assim que entravam nelas. Quando um escravo entrava na galé ele dava adeus à sua vida, pois agora era hiperetes até a morte. As correntes erram para garantir que nunca fugiriam, que não abandonariam a embarcação e que morreriam no caso de naufrágio.

Paulo afirma que nada nos separa desse amor. Somos seus escravos e estamos acorrentados Neles por laços de amor. É o amor do Filho em nós que nos uni ao Pai e não conduz ao porto seguro na eternidade. Não entramos nunca canoa furada e nem de gaiato no navio. Ele nos escolheu, nos amou e nos reconciliou consigo. Ele nos prendeu a Ele e nos disse que ninguém pode nos arrebatar de suas mãos. É daqui para a eternidade, pois assim como os escravos sabemos que já estamos mortos.

2.5. Apenas uma portinhola no teto os permitia ver fora da galé

A única forma dos escravos ver o lado de fora era olhando para uma portinhola no teto da galé e esta se direcionava para o céu. Assim sendo, com o mundo exterior somente o céu estava diante de seus olhos.

Esse é o alvo do cristão, o céu. É por ele que lutamos, é com ele que sonhamos e é para lá que desejamos ir. Paulo disse que devemos olhar para as coisas que são decima e não para as que são debaixo. Devemos olhar além dos montes, lá está o socorro. Devemos olhar além do nevoeiro, pois no meio dele está o Cristo.

Quantos “ministros” perderam a visão do céu e equivocados dizem que receberam uma nova visão. Até Bartimeu viu mais do que os ministros. Com suas invenções, com as variações do mesmo tema, com suas meras repetições, com seus altos cachês, com suas ofertas de fé e amor, com suas campanhas disso ou daquilo, sendo tudo isso vaidade de vaidade, eles vão acumulando o tesouro na terra, esperando Cristo para esse presente tempo e tornando-se os mais miseráveis dos homens.

2.6. Eram homens sem vida própria

Suas vidas pertenciam ao capitão da embarcação e o tal fazia deles o que melhor lhe parecesse. Isso é ser ministro e Paulo sabia bem. Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim. Não temos vida própria, pois a vida que vivemos na carne a vivemos no Filho de Deus. Ele morreu a nossa morte para que pudéssemos viver a sua vida, então agora para mim viver é Cristo e morrer é lucro.

O verdadeiro ministro não é alguém importante, mas desprezível diante do mundo. Não tem vida própria, mas vive a vida do Filho de Deus. Em nada tem sua vida por preciosa e por isso deseja que os homens assim o considerem – hiperetes, apenas um escravo.

Conclusão

No mundo de hoje a mentira está sendo aceita como verdade. As trevas sendo tomadas por luz e o mal por bem. Os homens descritos por Paulo a Timóteo estão sendo chamados de homens de Deus. A terra é de gigante, trocam vidas por diamante e o evangelho é uma banda numa propaganda de refrigerante.

Quantos estão decepcionados com a “igreja”, pois esta, que já foi um organismo vivo, o corpo de Cristo, se institucionalizou em um verdadeiro ministério – no sentido político da palavra. Contudo, ainda há esperança. Enquanto houver hiperetes para ouvir o toque do tambor e remar no ritmo certo a galé permanecerá rumo ao porto seguro.

Ainda há vaga na galé para quem deseja ser hiperetes, para quem deseja tremar ao som do tambor do Capitão, para quem não tem a vida por preciosa, para quem, de forma simples, simplesmente deseja viver a simplicidade do evangelho – que é Cristo.

Venha sem se considerar coisa alguma, pois Nele não há gregos, nem bárbaros, nem judeus e nem gentios. Nele somos todos homens, mulheres, velhos, jovens, crianças, escravos e livres. E Nele os homens nos considerarão hiperetes se nos acharmos fiéis.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Entre e deixe a porta aberta


Entre e não bata a porta, deixe-a aberta aos demais



“Ai de vocês, peritos na lei, porque se apoderaram da chave do conhecimento. Vocês mesmos não entraram e impediram os que estavam prestes a entrar! Quando Jesus saiu dali, os fariseus e os mestres da lei começaram a opor-se fortemente a ele e a interrogá-lo com mitas perguntas, esperando apanhá-lo em algo que dissesse.”  
(Lucas 11.52-54)


PONTO DE REFLEXÃO:

Os fariseus, que se orgulhavam de ser os mais puros, de fato contaminavam todos que entravam em contato com eles (v. 44). Os peritos na lei se orgulhavam do seu conhecimento, que supostamente abria o entendimento do povo para a vontade de Deus. Na verdade, os pormenores de interpretação deles tornavam a Palavra de Deus difícil de entender e impossível de obedecer. Assim, eles nem entravam e fechavam o Reino para quem queria entrar. A mesma coisa acontece hoje quando tradições humanas ou "linhas" denominacionais tomam o lugar da pura Palavra de Deus. O conhecimento de Deus se torna um mistério acessível apenas para peritos em exegese e a vontade do Senhor cada vez mais distante do homem comum. Graças a Deus, a nossa entrada no Reino dos Céus não depende de conhecimento de profundos mistérios ou malabarismos de interpretação. Basta uma fé simples na pessoa de Jesus Cristo. A do tamanho de um grão de mostarda serve. O importante não é o que você sabe, e sim, Quem você conhece. Siga Ele. Isso te basta.

Fonte: http://www.hermeneutica.com/


Sglima - Sola Scriptura

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Assim caminha o evangelho


GOLPE DOS MESTRES

Como impressionar nas reuniões (cultos) que requerem sua participação ativa, mas onde porém ninguém vai prestar  muita atenção no que você vai falar. Na verdade é um "Como falar muito sem dizer nada"! A tabela abaixo permite a composição de 10.827 sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha ou 'pulando' de uma linha para outra - mas respeitando: uma frase de cada coluna). O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo. Experimente no próximo culto e impressione o seu pastor e irmãos. Apenas use palavras gospel, assim fica mais persuasivo (risos).

EMBROMATION


Click na tabela para ampliá-la e possibilitar uma melhor visualização e uma ótima diversão.

Lembre-se sempre que é desse modo que o "evangelho" é pregado na maioria das igrejas. São meras combinações de palavras bonitas, frases de efeito, gritos, declarações, etc.

Contudo, como diz João Alexandre, "cada um vive o evangelho que merece"!

Precisa-se de missionários


Carta ao Apóstolo Paulo


Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para uma Junta de Missões Mundiais, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta.
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Ao Reverendo Saulo Paulo de Tarso (Missionário Independente)
Roma, Itália

Caro Sr. Paulo:

Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha. Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui passar como missionário independente.

Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras.

Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.

Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas igrejas.

É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha folha corrida na Polícia.

O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de o homem que virou o mundo de cabeça para baixo. Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.

Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios" de Dálio Carnego.Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de certa idade.

Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática.

Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.

O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.

Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.

O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.

O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância para os nossos objetivos.

Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho.

Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.

Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.

O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte.

A Junta prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.

Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão?

Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.

Contamos com sua compreensão, pois essa é a nossa realidade e nos despedimos nos Salmos 133.1, em Cristo Jesus.

Sinceramente
A. Q. Cabeçadura
Secretário da Junta de Missões Mundiais


Sglima - Sola Scriptura

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Há lugar na estalagem?


Cidadão
Lucio Barbosa




Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
e me diz desconfiado, tu tá aí admirado
ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
eu nem posso olhar pro prédio
que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
por que que eu deixei o norte
eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
tinha direito a colher

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
e o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar

Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar

Ponto de Reflexão:
Qualquer semelhança não é mera coincidência. Ele que nasceu, viveu, morreu, ressuscitou por nós e nos mostrou um caminho mais excelente não tem mais lugar no coração dos homens. Homens que criaram asas e voaram para outro evangelho, tornando-se anátemas. Enquanto isso, Ele está do lado de fora batendo à porta... porém parece que há uma inscrição "Proibida a entrada de estranhos"!

Sglima - Sola Scriptura 

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

É proibido pensar?


Todos conhecem a celebre frase "Penso logo existo" de Descarte. Nos proibem de pensar para que deixemos de ser, pois não pensando deixamos de existir. Nesse caminho de pensar e existir acabamos deixando de ser o que somos para se tornar aquilo que eles querem. (Sglima - O Prisioneiro)


Numa cidade muito longe, muito longe daqui, que tem "programa" que parecem com os "programas" daqui, que tem "igrejas" que parecem com as "igrejas" daqui.

Lá, as "comunidades evangélicas", reúnem-se como verdadeiras "assembléias de Deus", para um "projeto vida nova" e com um comportamento bem "metodista", onde os irmãos lavados pelas águas "batistas", anseiam por tornarem-se oficiais "presbiterianos".

Lá, o desafio é "renascer em Cristo", pois a linguagem "universal do reino de Deus", dificulta o "ministério apascentar", surgindo uma questão "internacional da graça de Deus", que só será resolvida a nível "mundial do poder de Deus"; mas, são coisas dos "últimos dias".

Lá, permanece, então, um grande coro "congregacional": o "Brasil para Cristo" e o "mundo para Cristo". 

Lá, estando "Deus  em Cristo", é certo que "Cristo vive", por isso é possível dizer "maranata" ora vem Senhor Jesus, com muita "paz e vida".

Lá, "a verdade na TV", virou um verdadeiro "show da fé"; e, para que todos alcancem a "vitória em Cristo", neste "tempo de avivamento" basta só: "fala! que eu te escuto".

Lá, o som da "nossa rádio" é uma verdadeira "melodia", e isto graças a "el-shadai".

Lá, é proibido pensar???

Nele, que sabe de tudo o que acontece lá e aqui.

Luiz Otávio / Jardim Primavera-Duque de Caxias-RJ

Sglima - Sola Scriptura